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21 de abril de 2014

Em São Paulo: Instituto Butantan

Sabe aqueles dias que você quer fazer um programa cultural mas as crianças só querem saber de correr? São nessas ocasiões que uma visita ao Instituto Butantan, em São Paulo é muito bem-vinda.

A parte cultural (e animal) é aquele tipo de passeio que costuma trazer calafrios nas mães e animação nas crianças:


São três museus com exposições permanentes:
o Biológico, com um acervo de cerca de cem animais vivos que inclui cobras, lagartos, peixes, aranhas e seus amigos. Sem dúvida concentra o maior número de "olha, mãe" por metro quadrado do Insituto.
 o Histórico, que reúne objetos antigos que foram usados na pesquisa e produção de soros e vacinas, quando a área ainda era uma fazenda bem afastada do centro de São Paulo, que recebia animais peçonhentos para estudo. A mostra fica em um edifício reconstruído no mesmo local onde esteve o laboratório original de Vital Brazil, o primeiro diretor do Instituto Butantan.
o de Microbiologia, supermoderno, que tem uma coleção interessante de réplicas e mockups de células, vírus, bactérias e outros seres microscópicos. Fica meio escondido, mas não deve deixar de ser visitado. Tem uma área interativa muito legal para os pequenos.  

Fachada do Museu Biológico ║ Interior do Museu de Microbiologia

Espaço para crianças pequenas no Museu de Microbiologia

Entre uma visita e outra a um museu dá para dar uma espiada no serpentário - um fosso que permite a observação de dezenas de cobras da fauna brasileira. Na nossa última visita ao Butantan tivemos a sorte de encontrar um monitor por lá e aproveitei para colocar em dia a matéria das aulas de biologia que eu cabulei. Pessoal atencioso e apaixonado pelo que estuda, quase me convenceram que uma cobra é o pet ideal.

Existe também um macacário, onde podem ser vistos macados Rhesus (aqueles mesmos das aulas dos tipos sanguíneos) que no passado eram usados em estudos de medicina experimental. Mas só dá para ver de longe e eu achei meio essa parte meio caída e triste.

No mais, o Instituto Butantan tem uma área verde bem grande e na parte central há um gramadão delícia para as crianças correrem, rolar barrancos e, se der tempo, se juntarem aos adultos e fazer um piquenique.



A infraestrutura do local é bem boa, com banheiros limpos e lanchonete com uma oferta decente de salgados e outras guloseimas.

Para a entrada nos museus Biológico e de Microbiologia é cobrado um ingresso único. O restante da área é de livre acesso. Estacionamento gratuito.

Passeio em conta que agrada a grandes e pequenos.

20 de março de 2014

Por onde ando

Apesar das coisas estarem meio paradas por aqui, eu mesma não tenho parado.

Ainda bem!

Muitas viagens, passeios e vida acontecendo me convidam a ficar mais tempo offline do que na frente do computador.


De novo: ainda bem!

Mas os motivos não são somente esses. Tenho participado intensamente do Disney Babble Brasil, compartilhando não só meus achados e dicas sobre viagens, mas também resgatando um pouco do que eu fazia no meu primeiro blog, o Mãe de Duas (que hoje está fora do ar), escrevendo sobre maternidade e um pouco do dia-a-dia com as meninas.

Já contei sobre:
- como fazer bolhas de sabão gigantes
- como as senhas se transformaram na nova moeda de amizade
- a receita de gelatina colorida mais top da internet
- 10 coisas para se fazer com 10 cores de massinha
- porque cortei todo o meu cadelo - e doei!

Venho me organizando para voltar a postar por aqui. Contar sobre as descobertas viajeras que estamos fazendo, as redescobertas da nossa cidade e de alguns outros destinos visitados e ainda não registrados no Vamos Aonde.

Será que agora vai?

27 de janeiro de 2014

São Paulo: Um passeio com crianças pela Liberdade

Eu tenho um pouco de vergonha de admitir que me levou mais de três décadas para conhecer a Liberdade em minha própria cidade. Não que não tenha faltado vontade ou curiosidade, acho que faltou oportunidade mesmo.

Não quis perpetuar essa falha no currículo paulistano de minhas filhas e lá fomos nós, em um calorento sábado de janeiro para o bairro mais oriental de toda a galáxia paulista.

Como uma legítima filha desta terra, eu tinha certeza que não ia me surpreender com nada do que visse, afinal, são muitos anos sendo impressionada por São Paulo. Mas, ao desembarcar na estação Liberdade do metrô, um clichê saltou da minha boca: "Nossa, cheguei em Tóquio!"

É tudo tão peculiar - gente, comidas, comércio e até os turistas gringos com suas mega câmeras! - que fui conferir se as placas tinham letras ou kanjis.

Banzai, Liberdade!

E como estava cheio! Nas ruas e nas calçadas, pessoas indo e vindo, ora apressadas ora distraídas com as centenas de vitrines de lojas de bugigangas. Mas eu precisava pensar rápido sobre o que fazer e onde ir, porque sabia que esse era um programa de tempo cronometrado com as crianças, que logo se cansariam das andanças e do calor.

Consultei o superguia São Paulo com Crianças da Mariana Della Barba e de lá tirei boas ideias de como montar o itinerário para um passeio com crianças pelo bairro da Liberdade. Dependendo do ritmo da família, é um passeio de 3 a 4 horas, com comidinhas, compras, refeição e algumas pausas para curiosidades. Todos os pontos desse roteiro são bem próximos (dá para visualizar bem no mapa abaixo, que eu criei especialmente para esse post) e dá para fazer em qualquer ordem.

Chegando
O melhor jeito de chegar no bairro é ir de metrô. Aliás, a viagem de metrô já é uma atração em si para os pequenos. A estação de desembarque é, claro, Liberdade (Linha Azul).





Feira da Liberdade
Turistar é... aprender a comer (e gostar!) de comida de rua desde a mais tenra idade.
Dezenas de barracas espalhadas pela Praça da Liberdade ofertam artesanato e comidas, garantindo o sucesso da feirinha há mais de três décadas. Os quitutes orientais são imperdíveis, como Guiozá (ficamos cerca de 30 minutos na fila para poder abocanhar dois exemplares feitos na hora na barraca da Família Nakamura. Muito bom!), sushis, bifum, tempurá e pratos mais kid friendly como o tradicional Yakissoba, servido na bandeja de isopor para ser degustado street style.


Ikesaki Cosméticos
Eles se auto denominam a hiperloja do profissional de beleza. E com certeza não é menos que isso. São várias unidades espalhadas por São Paulo e só na Liberdade tem duas: uma na rua Galvão Bueno e a mega loja da Praça da Liverdade, com vário andares com uma mega (hiper?) variedade de produtos de beleza. É bom pedir pro marido esperar com as crianças na Bakery Itiriki.


Bakery Itiriki
Quititues orientais e ocidentais enfeitam as pratelerias da Bakery Itiriki
Delícia de lugar famoso e escondido, essa padaria tem um cardápio para deixar qualquer um em dúvida se começa a degustação pelo setor oriental ou ocidental. Os pegadores e bandejas que ficam logo na entrada dão a dica que lá o sistema é de self service. Deixei os conhecidos muffins, mousses e bolos para as crianças e fui provar o kare pan com frango e curry.


Restaurante Chi Fu
A gente não foi no restaurante Chi Fu (aproveitamos para almoçar na feirinha mesmo), mas muita gente me recomendou esse lugar por servir comida chinesa boa, barata e com um atendimento, que de tão peculiar, chega a ser caricato. Lugar simples, conta vem em chinês, garçons mal falam o português e mesas coletivas foram alguns spoilers que amigos que frequentam o lugar me revelaram. Ele está na mira para uma próxima visita à região.


Comercial Marukai
"Vamos levar qualquer coisa, não importa! Nem eles nem a gente vai saber o que é mesmo!"
Stella & Lia dando o golpe do gohan no Marukai.
Se a Praça da Liberdade não foi suficiente para convencer o cidadão que ele chegou no Japão, uma voltinha pelo Marukai vai fazer isso. Supermercado oriental com uma seleção inacreditável de produtos frescos e de mercearia, um verdadeiro paraíso de embalagens coloridas e ininteligíveis e mais um montão de adjetivos superlativos. E já vou avisando: é impossível para as crianças e os pais delas resistirem ao apelo das caixinhas e saquinhos com bichinhos fofos. Palavra de quem viveu essa experiência. 

* * *

O bairro da Liberdade tem uma página bem ativa no Facebook, onde são anunciadas a programação cultural e atividades especiais que acontecem na região. 

12 de janeiro de 2014

Pelas ruas de São Paulo: microrroteiros da cidade



Não é sempre que tem-se o privilégio de andar com calma pelas ruas de São Paulo. Mas quando dá para fazer isso a gente acha coisas lindas e inusitadas, como essa sequência de microcontos colada nos postes da Av. Dr. Arnaldo, no bairro do Sumaré. Microbonitezas do cotidiano da cidade cinza.










Existe amor em SP, sim.

12 de dezembro de 2013

Acampamento Paiol Grande - São Bento do Sapucaí

Quando eu recebi o convite para passar o feriado de 15 de novembro no Acampamento Paiol Grande e conhecer como são as temporadas de famílias, recebi também uma lista de coisas para levar na bagagem.



Logo que eu vi os primeiros itens me bateu uma preguiça imensa. Quem é mãe sabe que já dá o maior trabalho arrumar uma mala normal para você e as crianças, imagina uma mala que além das roupas e artigos de higiene pessoal também tem que ter enxoval completo para todos. 

E foi nesse clima de 'o que será que nos espera' que enfrentamos os cerca de 200 kms de estrada até São Bento do Sapucaí, onde fica o acampamento. 

Pedra do Baú e Bauzinho (e no canto direito uma parte da Ana Chata, o outro morro) no caminho para o Paiol Grande/São Bento do Sapucaí

Quando finalmente chegamos, levou menos de cinco minutos entre as meninas descerem do carro e se enturmarem com os monitores - que lá são chamados de conselheiros. Enquanto meu marido e eu fazíamos o reconhecimento da área, localizando os chalés e a área de lazer, as crianças já tinham desfeito a mala em busca de seus maiôs para darem um mergulho na piscina. 


O Paiol Grande foi o primeiro acampamento fundado no Brasil, em 1946. Inspirado no conceito do Summer camp americano - com uma proposta de unir diversão, lazer e educação - durante muitas décadas foi dirigido pela congregação dos Padres Oblatos de Maria Imaculada, que fundamentou princípios e valores muito consistentes para toda essa experiência de convivência partilhada. Com uma localização privilegiada em meio a uma área de conservação ambiental na Serra da Mantiqueira, tem uma vista incrível da Pedra do Baú, um dos principais pontos de escalada do Brasil.

Acostumado a receber grupos de crianças de janeiro a dezembro, o Paiol abre suas instalações duas vezes por ano (na Páscoa e em um dos feriados de novembro) para acomodar famílias que queiram desfrutar da estrutura do local. Na ocasião da nossa visita, a grande maioria dos hóspedes era de pessoas que frequentam o acampamento há décadas e já conheciam muito bem as manhas do lugar e as pessoas. Falando assim pode parecer a descrição do encontro de uma grande 'panela', mas a acolhida que tivemos foi, de verdade, a parte que mais nos surpreendeu durante os dias lá. As histórias de vida, amizades e aventuras são o verdadeiro tesouro que os Paioleiros (como se auto denominam os frequentadores do Paiol Grande) oferecem a quem chega pela primeira vez. 

Quem enxerga o cachorro e o sapato?

Uma das coisas mais curiosas que ouvi por lá me foi contada durante uma conversa na beira da piscina por uma senhora que afirmava frequentar o acampamento há mais de trinta anos. 

"Hoje de manhã fui até a ponta do nariz do cachorro, mas caí e acabei esfolando o joelho."

"Nariz do cachorro?"

Diante da minha cara de paisagem, ela apontou para frente e me mostrou a verdadeira paisagem.

"Sim, olha lá: a pedra da esquerda é o Bauzinho - o cachorro deitado. Parece até que ele está de olho fechado. E a da direita é o Baú. A gente fala que o cachorro está mordendo o bico do sapato. Está conseguindo enxergar a cena?"

Sim! Eu enxergava!!! Que barato me apropriar dessa história!


Ainda hoje é possível perceber o legado da formação religiosa que acompanhou o Paiol Grande nas primeiras décadas de sua existência. Seja nas normas e nos ambientes, nos alojamentos espartanos porém aconchegantes, no espírito de comunidade que permeia o lugar das mais variadas maneiras, na importância das regras de respeito e convivência, na divisão de tarefas e em outras sutilezas. 

São vários chalés coletivos que abrigam os acampantes. Acomodados separadamente - mães com filha(o)s pequena(o)s e meninas maiores em um, mulheres em outro, meninos maiores em um terceiro e homens em um quarto e bem afastado chalé - todos são responsáveis por fazer suas próprias camas e manter seus pertences minimamente arrumados. 

A hora das refeições foi a mais emblemática de todas as experiências. Em um refeitório que poderia muito bem estar em algum lugar dos anos 70 e repleto de referências a temporadas passadas, grandes mesas comunitárias recebem crianças e adultos. Todos, sem exceção, ajudam a servir a comida, tirar os pratos e limpar as mesas. Mesmo quem não conhece o esquema colaborativo e é novato - era o nosso caso - rapidamente percebe o espírito de cooperação geral e entra na dança.  

Apesar da aparência antiguinha, essa foto é da última temporada de famílias do Paiol, em novembro de 2013.

Aliás, entrar na dança não é força de expressão. Invariavelmente os cafés da manhã, almoços e jantares terminavam com dancinhas, rodas e as supercoreografadas batidas na mesa. As temporadas também sempre contam com jantares temáticos. Vai da animação de cada um participar ou não deles. 

Com a minha confusão em fazer a mala, acabei esquecendo algumas coisas bem importantes, como a minha máquina fotográfica (quase todas as fotos que estão aqui foram tiradas com o celular!) e alguns acessórios para os eventos especiais. Na hora da produção para um dos jantares temáticos, por exemplo, as novas melhores amigas das meninas ajudaram a dar um truque para a noite - olha aí a cara de felicidade de quem borrou o batom e a sombra de propósito para ficar com cara de zumbi e depois ganhou um corte aberto fake igual ao do pai, feito com maquiagem para efeitos especiais! 


Além da animação noturna, a lista de atividades possíveis é extensa e intensa. Dentro da propriedade dá para fazer aulas de arte no ateliê, bater bola na quadra gramada ou no ginásio, pescar no lago, passear de cavalo, participar de gincanas, shows de talento, caça ao tesouro...  Tudo de acordo com a programação estabelecida previamente. 


Também em todas as temporadas - tanto a de famílias, como as de férias e as que recebem as escolas - há algumas aventuras especiais programadas, como a trilha até a Cachoeira dos Amores (caminhada de cerca de 40 minutos indicada para crianças a partir de 6 anos) e a subida até Pedra do Baú - para quem aguenta trilhas mais fortes (ainda não é o meu caso) e alturas mais vertiginosas (nunca será o meu caso).   


Mas o mais especial ficou para o final. Na última noite, todo mundo se reune em volta da fogueira e com o incentivo de um microfone e de um violão, compartilham histórias, músicas e sentimentos. Todos em comunhão agradecendo a temporada e fechando aquele ciclo com votos e palavras positivas. Vi algumas lágrimas e abraços apertados, com muita, muita emoção.


Seria impossível escrever um post técnico do Paiol. Falar somente de suas instalações, da programação, da comida, dos conselheiros não seria um retrato fiel da experiência que vivemos. Viemos embora com uma bagagem maior do que a que fomos (no sentido figurado, claro!) e tendo a resposta que procurávamos no caminho de ida. 

O que nos esperava lá foi mais do que os dias de lazer. Foi uma vivência que nos surpreendeu, uma acolhida sincera e um resgate da celebração de valores como amizade e comunidade.

Fica aqui nosso muito obrigado!

* A estadia durante a temporada de famílias foi um convite do Acampamento Paiol Grande. Agradecemos a cortesia e a possibilidade de conhecer o destino. 



29 de novembro de 2013

Posts de viagem no site do Disney Babble Brasil

E quando eu estava saindo de fininho da blogosfera materna, veio um convite irrecusável: produzir conteúdo para a versão brasileira do Disney Babble, que chegava no Brasil e estava em busca de mães com experiências das mais diversas para compartilhar. 

Claro que topei na hora, pois há muito tempo acompanho o Babble original (um dos maiores portais americanos sobre família e maternidade), principalmente depois que o site foi comprado pela Disney e passou a ter uma seção especial com informações sobre os parques e destinos - além, é claro, da programação normal. 

O Disney Babble Brasil estreou oficialmente há um mês já cheio de conteúdo da melhor qualidade. Além desta blogueira que vos tecla, outras colegas blogueiras também embarcaram no projeto e abordam assuntos do dia a dia das famílias com crianças. Escrevo um pouco sobre tudo, mas sobretudo meu foco, claro, são os passeios, viagens e diversão de um modo geral. 

Também já está combinado: regularmente terão textos meus sobre os parques da Disney World, contado experiências e novidades com insider information. ;-)

Então, se você gosta dos posts daqui, é certeza que vai gostar das matérias que estarão sempre lá. Convido todo mundo que passeia aqui pelo Vamos Aonde para fazer uma visita ao Disney Babble Brasil. O transporte você pega aqui.



25 de novembro de 2013

#RunDisney: Como é participar da prova da Wine & Dine Half Marathon

Em 2012 a família toda participou das corridas do Wine & Dine Half Marathon Weekeend.

Stella e Lia correram, respectivamente, 400m e 200m, eu corri os 5K da  Mickey´s Jingle Jungle e o Alex, meu marido, correu os 21K da prova principal. Abaixo segue um depoimento super detalhado (e um tantinho técnico) de como foi a participação dele na meia maratona.

Os relatos das outras provas estarão nos próximos posts.


Já estávamos planejando uma viagem à Disney a algum tempo, para comemorar o aniversário da minha filha de maneira especial. E durante o planejamento, descobrimos que justamente no período em que estaríamos por lá, também haveria um final de semana de provas. Kids races, 5k e Meia Maratona. Era o Wine & Dine Half Marathon Weekend. Minha reação imediata foi inscrever a turma toda: uma filha para 200m, outra para 400m, a esposa nos 5K e eu na Meia. A organização faz os horários justamente para toda a família poder curtir. 

O evento ocorreu no sábado 10 de Novembro, mas a expo ficava aberta sexta e sábado. Pegar o kit foi super tranqüilo e a Expo era bem diversificada, embora nem tão barata, reunindo em um único lugar muita roupa, acessórios, suplementos, etc. Havia também algumas palestras e muita informação sobre transporte para prova e sobre etiqueta de corrida (largue na baia correta; se tiver amigos, largue na baia mais lenta; não corra fazendo “muro”; se pretende andar, largue na última onda; dê passagem; se não for pegar água/isotônico corra pelo meio, etc.). Isso bem que poderia ser imitado pelos organizadores brasileiros. Havia ainda uma exposição das medalhas de todas as corridas da Disney. 



No sábado logo cedo (7h) ocorre a prova de 5k, sendo esta uma fun run por dentro do Animal Kingdom, sem chip e com muita gente fantasiada. É realmente uma celebração, com corrida, caminhada e corrida com carrinhos de bebê.

A partir das 10hs começam as atividades das kids races na pista de atletismo do complexo da ESPN. São provas de 100/200/400m, 1 milha (única com chip) e uma “fraldinha”, para bebês que engatinham por uns 4m. E sempre com o Mickey na chegada.


A Meia maratona acontece a noite, com largada a partir das 22hs. Sem estacionamento ou acesso a largada por transporte público, todos os competidores foram direcionados a chegada (onde havia estacionamento de graça ou se chegava por transporte da Disney se hóspede de um dos hotéis do complexo). De lá, de maneira muito organizada e em menos de 2h, os quase 12 mil corredores foram transportados para a largada sentados em confortáveis ônibus. 

Na espera, em um campo de futebol americano, muitos banheiros, DJ para animar e o guarda volumes que fechava 1h antes da largada. A temperatura estava amena (15C) e sem vento e o pessoal estava bem animado. 

Show de fogos para a largada em baias e por ondas (6), com 5 min entre elas. Larguei na  primeira onda, (a definição das ondas era pelo seu tempo informado na inscrição, mas sem necessidade de comprovação), onde encontrei alguns outros brasileiros.

Como ia largar na frente, planejei começar a prova forte para poder tirar fotos com os diversos personagens ao longo do percurso de maneira mais livre (quanto mais para trás, maiores as filas) e assim poder correr tranquilo e me divertindo, já que era a minha minha última prova no ano. Depois eu administraria o cansaço para tentar terminar sub 2h.


As corridas da Disney em geral não focam em recordes pessoais e sim na festa, na magia de se correr em um lugar tão legal e com a família. Seja pela festa, ou pelo percurso bastante travado dentro dos parques com muitas curvas, algumas bem fechadas, e muitos estreitamentos ao longo do trajeto. Tudo muito bem sinalizado, com luzes, staff, muitos voluntários e avisos sonoros.

Corri livre logo do começo, e pelo jeito o pessoal realmente respeitava as baias, pois apesar de passar uma boa quantidade de gente no começo, pela minha estratégia, não vi ninguém muito lento ou andando nesta primeira onda. Esqueci que a marcação era em milhas, e como corro sem GPS, em vez de ficar fazendo conta resolvi que ia me divertir e ver o tempo só no final. 

Para mim pareceu que a corrida em milhas passou mais rápido, psicologicamente 13,1 milhas parecem menos que 21,1 quilômetros. Lá pela milha 9 eu percebi que se apertasse um pouco o ritmo conseguiria fazer sub 1h50, muito melhor que a previsão inicial e então esse passou a ser o plano.

A prova sai do complexo da ESPN, indo pelas estradas da Disney até o Animal Kigdom, onde passa por diversas atrações antes de pegar a estrada novamente para o Hollywood Studios, parque onde se corre tanto pelas atrações quanto pelo backstage e pode-se encontrar diversos personagens disponíveis para fotos. De volta a estrada para um curto trecho plano, entramos então no complexo de hotéis que antecede ao grand finale no EPCOT, onde passamos em frente a famosa bola antes da chegada. Nas últimas 2 milhas era onde realmente havia público incentivando. Nos outros trechos, praticamente só voluntários e staff.

Após a linda medalha entregue no pescoço com um “congratulations on your time” e um ótimo kit pós-prova, peguei minhas coisas no guarda volume, troquei de roupa no vestiário ainda na área fechada da dispersão e fui pegar minha cerveja gelada entregue a todos os que chegaram ao fim. A partir daí, era só encontrar a família e curtir os comes e bebes da festa pós-prova no festival Wine&Dine do Epcot.



Em 2012 a prova cresceu bastante, tendo 11599 concluintes (vs 8276 em 2011) , sendo 3933 homens e 7666 mulheres (3053 e 5223 em 2011, respectivamente) onde 24 países estavam representados e pela listagem havia somente 21 brasileiros.

No final, meu tempo oficial de 1:49:28 foi muito melhor que minha expectativa inicial, mesmo depois de 1 semana andando pelos parques e com todas as paradas para fotos, que quebram muito o ritmo. Será a magia da Disney?



Próximas provas

Flórida

- Walt Disney World® Marathon Weekend Presented By Cigna – 10-13/01/2013 e 9-12/01/2014

- Disney's Princess Half Marathon Weekend – 22-24/02/2013 e 21-23/02/2014

- Expedition Everest Challenge – 3-4/05/2013

- The Twilight Zone Tower Of Terror™ 10-Miler Weekend – 27-28/09/2013

- Disney Wine & Dine Half Marathon Weekend – 8-9/11/2013

Califórnia

- Tinker Bell Half Marathon Weekend – 18-20/01/2013

- Disneyland® Half Marathon Weekend – 30/08 – 01/09/2013


Mais informações: www.disneyrun.com

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